Publicado por Connectarch
Duração 5 MIN
Data de publicação 31/03/2026
A arquitetura como experiência: tudo sobre a primeira Bienal de Arquitetura Brasileira
A arquitetura brasileira vive um momento de expansão e renovação. Novos escritórios ganham visibilidade, vozes emergentes ocupam espaços antes reservados a grandes nomes e a produção arquitetônica nacional começa a ser reconhecida não apenas pela técnica, mas também pela sua capacidade de narrar territórios, culturas e modos de vida. É justamente nesse contexto que nasce a primeira Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), um evento que chega para celebrar essa diversidade e aproximar a arquitetura da vida real, de quem a vive e de quem a transforma.
O que é a Bienal de Arquitetura Brasileira?
Iniciada no dia 25 de março de 2026, no Pavilhão das Culturas Brasileiras do Parque Ibirapuera, edifício projetado por Oscar Niemeyer com paisagismo de Roberto Burle Marx, a primeira edição da BAB se instala em um dos endereços mais simbólicos da arquitetura paulistana. O objetivo é propor um olhar inédito sobre o morar no Brasil, e o espaço escolhido já diz muito sobre essa ambição. O evento permanece aberto ao público das 12h às 21h até o dia 30 de abril, e deve receber mais de 160 mil visitantes ao longo de 36 dias de programação.

Como a Bienal de arquitetura brasileira está organizada?
Com 20 mil m² e 28 pavilhões temáticos, a Bienal estrutura sua experiência a partir dos seis biomas nacionais: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal. Cada pavilhão reúne projetos cuidadosamente selecionados, ampliando a visibilidade de arquitetos de diferentes gerações e contextos do país, do consolidado ao emergente, do centro ao interior.

Arquitetos emergentes em destaque
Um dos pontos mais relevantes da Bienal de Arquitetura Brasileira é, sem dúvida, o espaço que abre para novos nomes emergentes. Entre os projetos selecionados, a arquiteta do ConnectArch, Nathássia Cruz, do Estúdio Modullus, assina o projeto Casa-Território: onde o rio, o céu e o lavrado habitam — uma obra que traduz, em linguagem arquitetônica, a relação profunda entre habitação e paisagem, entre o construído e o que a natureza já havia desenhado antes. Sua presença na BAB é reflexo de um movimento maior: o de uma geração que encontra na autoria e na identidade territorial o caminho para criar projetos com pertencimento real.

Programação: além das exposições
A experiência da Bienal vai muito além dos pavilhões expositivos. A programação inclui talks, ativações sensoriais e conversas que ampliam o debate sobre arquitetura e cultura. Um dos destaques é o talk conduzido pelo arquiteto Celso Rayol, cocriador da Eliane, sobre a relação entre o fazer artesanal e a técnica industrial, uma reflexão que propõe repensar a brasilidade não como clichê, mas como processo, identidade e forma genuína de pensar o design.

Por que a BAB é um evento relevante?
Ao colocar os biomas, os territórios e os modos de viver no centro da discussão, a Bienal de Arquitetura Brasileira convida arquitetos, designers e o público em geral a olhar para a arquitetura não apenas como solução técnica, mas como expressão cultural capaz de narrar quem somos, onde vivemos e como nos relacionamos com o espaço. Em outras palavras, a primeira edição da BAB chega para lembrar que a arquitetura não começa na tela de um computador, ela começa na vida.