Casas com memórias: qual a nossa relação com elas?

Casas com memórias: qual a nossa relação com elas?

Por WBK Comunicação

Segundo Le Corbusier, renomado arquiteto do século XX, “a casa é uma máquina de morar”. Mas, além de uma máquina funcional, o que faz o abrigo se transformar em um lar são as memórias construídas ali, ou mostradas no local a partir de outras vivências.

Sem dúvidas, quando a nossa casa possui marcas do que há em nosso coração, ela se torna muito mais do que uma construção habitacional, mas sim o local que traz sentimentos de pertencimento, aconchego e repouso.

Por isso, o modo de encarar, projetar, decorar e organizar a casa diz muito sobre a sensibilidade de quem o faz, mostrando que a arquitetura tem um papel fundamental neste processo de leitura e materialização. Mais do que o sentimento de quem projeta, precisa estar presente no local o sentimento de quem ali vai viver e usufruir do espaço. Vale a pena ter cuidado no momento de personalizar um lar, sem transformá-lo num local que mais parece um acervo formal de memórias e experiências. Confira!

O que fazer com as memórias?

Nem toda casa transmite uma história e as memórias de quem vive nela. As construções antigas trazem à tona a histórias de seus tantos moradores, que muitas vezes se tornam uma memória cultural e local. Mas, e os novos lares, como se comportam se não carregam uma história?

Edificações históricas, trazem por si só elementos sensoriais muito expressivos. Neste caso, muitas memórias podem ser apreciadas por visitantes, bem como outras devem ser construídas a partir de suas próprias experiências e vivência no ambiente.  

Porém, e as memórias dos atuais familiares? Cada família tem seus hábitos, algumas fazem questão de serem transmitidos de geração em geração através de objetos de decoração e itens com valor simbólico, que podem ser vasos, quadros, fotos e livros, ou ainda hábitos que acabam por refletir na configuração espacial da residência.

E a de se lidar com esses itens com muito carinho, elementos de valor afetivo, quando enaltecidos, podem ser usados para trazer personalidade e história, seja qual for o estilo de um ambiente.

Vale ressaltar que, tão importante quanto as memórias herdadas, são as memórias pessoais, construídas ao longo do tempo, que podem estar refletidas nos ambientes da casa. Mas é importante sempre questionar o usuário final do espaço, pois é muito diferente montar uma casa para uso pessoal e familiar ou para aluguel, por exemplo.

Uma prova disto é o “home staging” que tem o objetivo de melhorar as casas e “despersonificar”, antes de vender ou alugar.

Arte em forma de memória

A vida respira e transpira arte. Há quem diga que não aprecia, mas, na verdade, só não percebeu ainda o quanto essa forma de expressão está presente nas nossas rotinas.

A arte também tem seu papel essencial na composição de um ambiente, seja através de quadros, telas, paredes, esculturas, fotografias, ou mesmo um bom projeto que prevê a janela emoldurando uma linda paisagem, a forma como a dança da vida acontece na rotina da casa, todas as expressões de arte estão incorporadas ao lar.

Vale a pena até se amarrar aos modismos e tendências, quando se trata de personalidades dinâmicas que gostam de mudanças, de ambientes que permitem flexibilidade e assumem novas funções temporárias.

Cada um tem seu jeito de usar a arte em favor do bem-estar, seja Romero Britto ou Vincent van Gogh, seja original ou feito por si mesmo, uma tia ou avó. Arte é arte! É vida, é emoção instantânea transmitida por elementos, como o clique de uma foto porta retrato, é riso solto, é vida leve.

Artes que trazem boas lembranças, sensações ou pensamentos, podem ser grandes aliadas em uma casa para refletir a personalidade do dono. A singularidade trazida por esses objetos pode tornar o ambiente único e original.

Muitos arquitetos, ao trabalhar em projetos de reforma e melhorias, decidem manter itens como as texturas das paredes ou revestimentos coloridos, antes escolhidos pelos avós, por exemplo, preservando memórias familiares importantes.

Criar um cômodo de memórias ou espalhar objetos em pontos específicos da casa é sempre uma boa maneira de levar a arte para a vida, vale a pena sempre perguntar ao cliente. A construção do verdadeiro lar está baseada no significado e na história da escolha de cada objeto e item de decoração. Ou pelo menos alguns deles.

Cada cômodo de uma casa possui sua própria história e autenticidade, refletindo a personalidade dos seus moradores. Quando personalizada pela família, a casa passa a ter sua própria alma, além de ser uma extensão saudável da vida dos seus moradores.

Memórias olfativas

Você possui alguma memória olfativa? O cheiro do café, areia molhada, a madeira do chão, essas memórias também existem e devem fazer parte da construção e projeto de um lar!

A casa pode ter uma fragrância que faz parte da história de quem ali vive. Caso o uso dos materiais específicos não sejam viáveis, um bom paisagismo, floração nas diferentes épocas do ano, vasos de planta como lavanda, alecrim, manjericão em casa, velas aromáticas, incensos e difusores podem ser grandes aliados.

Além de sensações nostálgicas, a aromatização também pode ser terapêutica e relaxante, trazendo ainda mais benefícios durante seu processo de construção do lar.

Por fim, abrimos aqui uma reflexão sobre o morar de verdade e de como este assunto deve ser levado em conta nos projetos arquitetônicos para que os mesmos tenham mais personalidade, alma, vida e memórias.

A casa é um reflexo da alma

Já parou para pensar que o modo como a casa é organizada, bem como a disposição dos objetos, reflete a fase da vida que estamos passando? De fato, fases turbulentas e confusas tendem a apresentar um lar confuso, onde nada parece se encaixar. Por isso, uma boa maneira de superar uma fase difícil é iniciando a arrumação da casa.

As cores são coadjuvantes nessa cena. Um ambiente onde a paleta de cores orna e consegue transmitir ou conduzir uma emoção, faz com que esse local deixe de ser apenas paredes, chão e teto decorado,  passa a ter alma.

Ambiente com personalidade própria? O que diríamos de um banheiro que pode respirar e falar tão bem quanto uma explicação sobre o que ali foi aplicado? Genialidade! As cores têm o poder de comunicar muitas coisas e podem ser ferramentas que levam além, para criar conversas e explicações de ambientes com alma. Seja ela única ou espelhada no cliente ou em uma memória. Já parou para olhar para a sua casa? Como estão as suas escolhas?

A Coleção Boreal Eliane, em harmonia com o passado, relembra a primeira azulejaria no tradicional formato 15×15 em que comemorou os 60 anos da marca em 2020.

Estampas inspiradas nas décadas passadas ganharam releitura e novo frescor, mantendo a simbologia agora repleta de modernidade e jovialidade. É a essência presente em novos traços e grafismos, cheios de afeto e história. A paleta prioriza a suavidade nas cores branco, azul, rosa, verde e amarelo. A tonalidade pastel transita entre gêneros proporcionando neutralidade e beleza em peças delicadas e cheias de novos sentimentos.

Coleção Boreal Austral Amarelo

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