Publicado por Connectarch
Duração 6 MIN
Data de publicação 30/07/2026
Veneza: onde a história da arquitetura encontra o futuro
Poucas cidades conseguem atravessar quinze séculos sem perder a capacidade de surpreender. Veneza é uma delas. Mais do que um patrimônio histórico, ela permanece como um laboratório vivo onde arquitetura, engenharia, urbanismo e paisagem convivem em um equilíbrio que ainda desperta perguntas para o futuro.
Fundada no século V como refúgio contra invasões, a cidade nasceu em um território que parecia improvável para qualquer ocupação humana. Sobre uma lagoa, sustentada por milhões de estacas de madeira cravadas no solo alagado, Veneza transformou uma limitação geográfica em uma das maiores realizações urbanas da história. O que começou como uma necessidade tornou-se uma referência mundial de adaptação entre natureza e cidade.
É justamente essa capacidade de reinventar o território que faz de Veneza o próximo destino do Conexões Mundo em 2027.

Uma cidade onde a água desenha a arquitetura
Em Veneza, os canais sempre foram vistos como estrutura da cidade. Durante séculos, o Grande Canal funcionou como principal eixo econômico e urbano, conectando bairros, edifícios públicos, mercados e palácios. As embarcações ocuparam o papel que, em outras cidades, pertence às ruas, enquanto pontes, praças e edifícios foram organizados em torno dessa lógica singular de mobilidade.
Essa relação inseparável entre infraestrutura e paisagem continua sendo um dos maiores ensinamentos oferecidos por Veneza. Em um momento em que se discute cidades resilientes, adaptação às mudanças climáticas e ocupação responsável do território, ela demonstra que planejamento urbano também pode nascer da leitura atenta das condições naturais.
O centro das grandes discussões da arquitetura
Além de seu patrimônio construído, Veneza abriga o principal encontro internacional dedicado à arquitetura. A cada dois anos, a Bienal de Arquitetura transforma a cidade em um grande fórum global de ideias. Arquitetos, universidades, escritórios, pesquisadores e países inteiros apresentam reflexões sobre temas que definem o futuro das cidades, como mudanças climáticas, inteligência artificial, sustentabilidade, inovação tecnológica e novas formas de habitar.

A edição de 2027 já confirma essa relevância ao anunciar a curadoria dos arquitetos chineses Wang Shu e Lu Wenyu, fundadores do Amateur Architecture Studio. Reconhecidos internacionalmente por uma arquitetura profundamente conectada à materialidade, ao contexto local e ao artesanato construtivo, eles conduzirão a 20ª Exposição Internacional de Arquitetura sob o tema "Do Architecture — For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality", propondo uma reflexão sobre coexistência, realidade e o fazer arquitetônico em um mundo marcado por profundas transformações.
Uma experiência que vai além da visita
É durante esse cenário que acontece a próxima edição do Conexões Mundo.
Em 2027, um grupo de arquitetos da ConnectArch terá a oportunidade de vivenciar Veneza justamente no período da Bienal de Arquitetura. Ao longo da programação, os participantes terão contato direto com exposições, instalações, debates e referências que dificilmente seriam compreendidos apenas por meio de livros, imagens ou publicações especializadas.

Um convite para olhar o futuro
A história de Veneza demonstra que inovação e tradição podem caminhar juntas, que o patrimônio pode dialogar com a contemporaneidade e que as melhores soluções surgem quando arquitetura e território são pensados como uma única paisagem.
É esse olhar que o Conexões Mundo convida arquitetos a experimentar em 2027. Uma oportunidade de conhecer uma das cidades mais fascinantes do planeta no momento em que ela volta a ocupar o centro das discussões sobre o futuro da arquitetura mundial. Garanta sua vaga e venha viver essa experiência com a gente.